terça-feira, 20 de março de 2018

Pega na mentira!



"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade." Esta foi a célebre frase dita por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista. A afirmação, embora tenha sido propagada aos milhares até ganhar o status de notória em pleno século XXI, é verdadeira e expressa uma das mais velhas e conhecidas táticas utilizadas nos círculos políticos: a repetição ad nauseam de sofismas até que se tornem incontestáveis.

Na semana passada, o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) ganhou enorme repercussão nacional e até internacional, não somente pela brutalidade do crime, mas também por tratar-se de alguém que criticava costumeiramente a corrupção e violência policiais. Sendo esta pessoa uma voz política que defendia grupos considerados "minorias oprimidas", parece que sua morte a elevou ao patamar de mártir: ainda que as razões do homicídio ainda não foram esclarecidas, a esquerda já tem a convicção que foi um crime político, motivado por ela ser negra, pobre, feminista e gay.

Mas a veneração esquerdista é algo tão forte e organizado, que as suas distorções conceituais tentam atingir até mesmo a mensagem do Evangelho. Pessoas deste espectro político, gente famosa ou anônima, filiadas ou não a partidos, frequentemente têm dito que o Senhor Jesus defendia bandidos e, por isto, ele também seria de esquerda. Tenta-se a todo custo colocar o marxismo e o cristianismo como companheiros inseparáveis de caminhada, onde um não existira sem o outro. É como se fossem iguais, tivessem o mesmo valor, estivessem circunscritos a esta dimensão humana e material.

No entanto, trata-se de mais uma engenharia conceitual, destinada a deturpar o verdadeiro significado do Evangelho. E como resposta, basta apenas a analise de somente uma passagem bíblica para desmascarar estes deturpadores. Vamos a Lucas 23:39-43: no momento da condenação do Senhor Jesus, havia dois ladrões ao seu lado, também crucificados. No entanto, um deles blasfemava, enquanto que o outro o repreendia e pediu ao Senhor Jesus para que fosse salvo: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino." Vale a pena frisar que somente o segundo malfeitor alcançou a salvação, não pela sua condição de bandido defendida pelos esquerdistas, mas sim mediante um genuíno arrependimento de seus pecados. Ou seja: um defensor de bandido teria salvo os dois!

Outras razões também podem ser apontadas para contestarmos a tese supracitada:
a) A mensagem central do Evangelho é a salvação do pecador mediante a fé em Cristo Jesus, que morreu pelos seus pecados. Ela é cristocêntrica, e não "pecadorcêntrica";
b) Por mais que a graça e o perdão divinos estejam ao alcance do pecador, isto não significa dizer que o Senhor é obrigado a defendê-los. Ele nos aceita por misericórdia, e não por qualquer mérito nosso, até mesmo porque não temos nenhum;
c) O Senhor não nos vê como "coitadinhos" ou "vítimas da sociedade", mas sim como seres humanos mortos em nossos pecados e destinados à condenação eterna. Todos nós somos pecadores;
d) Ainda que o ladrão arrependido tenha desfrutado da vida eterna, o Senhor Jesus não o livrou da condenação estatal. Um defensor de bandidos faz exatamente o contrário: livra-os da espada de César e guia suas almas ao inferno;
e) Na verdade, quando comunistas/socialistas defendem esta ideia absurda, ficam explícitas suas intenções de relativizar o crime, "livrando a barra" de ladrões, assassinos e pedófilos. De um ladrão de smartphone ao ex-presidente Lula, todos são considerados "vítimas do sistema" e, portanto, possuem licença para cometerem livremente seus delitos.

A mentira é uma das piores armas malignas, pois nem sempre ela se apresenta como tal. A estratégia mais sutil do diabo não é negar os fatos e inventar outros, mas distorcer e relativizar a verdade. Foi através dela que Adão e Eva caíram, e é através dela que pessoas, de anônimos a imperadores, têm sucumbido. Mas como para cada arma existe uma defesa, nós, cristãos, estamos protegidos com a verdade. Não é uma mera questão de debate político, mas sim de proteger-nos do espírito de rebeldia deste século que tem tragado multidões.



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