terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Quem não lacra não come




Na semana passada, o Ministério Público-SP notificou a rede de supermercados paulista Hirota por conta da distribuição de devocionais, escritas pelo pastor Hernandes Dias Lopes. A publicação, cujo conteúdo são diretrizes cristãs para a família, foi denunciada pelo casal homossexual Vanessa Camargo e Didi, por supostamente conter conteúdo discriminatório contra o público LGBT. A denúncia ganhou dimensão tal que o órgão público já ordenou que o supermercado retire a publicação de circulação, e deixe de publicar material com conteúdo semelhante.

São cenas de mais um capítulo envolvendo a militância gay (lembrando que nem todo homossexual é militante) e a Igreja. Como era de se esperar, o poder público mostrou-se ao lado dos "ofendidos". Qual o contexto da decisão judicial? Dezembro de 2017, época em que um tal de Pablo Vittar ganha notoriedade não por conta do conteúdo de suas canções, mas sim porque... é transexual. Quem ama música com certeza deve sentir saudades dos tempos em que ouvia-se Freddie Mercury, Elton John, Cazuza, Renato Russo e outros grandes da música pop, artistas que eram ao mesmo tempo geniais e gays. Tempos em que as pessoas queriam ouvir música, desfrutar de arte, e não elevar uma pessoa á uma condição de incriticável por conta de sua orientação sexual.

Mas os tempos de hoje são outros. É o tempo de lacrar, de fazer-se vítima, de esperar que o Estado sustente e proteja indivíduos cada vez menos interessados em viver, lutar e vencer. Tempo de sustentar, com dinheiro suado do cidadão contribuinte, políticos e juristas parasitas que criam leis absurdas para superproteger cidadãos, pois ninguém mais pode posicionar-se contrariamente ao casamento gay, aborto e sexo antes do casamento. Pois foi isto o que a publicação fez. 

Não gastarei muitas linhas para aprofundar-me naquilo que é óbvio: o total desrespeito, por parte do Ministério Público, aos valores constitucionais que nos garantem liberdade religiosa e de pensamento. Já sabemos que isto só vale para as minorias e para os "oprimidos": pode-se chamar todos os pastores de "ladrões" e rotular todos os cristãos como fundamentalistas alienados, mas nada acontece. Mas basta uma crítica a, por exemplo, uma prática candomblecista, que os radares onipresentes e parciais do Estado e dos defensores da "liberdade" e da "democracia" já detectam o dolo e clamam por cadeia para o "infrator". 

Destes tempos estranhos e obscuros não deve-se esperar muita coisa de bom, não. Das instituições, muito menos: todas elas chafurdidas em lamaçais de corrupção. Então, podemos protestar, orar, assinar abaixo-assinados contra a estúpida decisão judicial e autoritária do Ministério Público paulista, mas é bíblico que estes tempos chegariam e que só nos resta resistirmos e sermos fiéis a Ele. Hernandes Dias Lopes, também escritor e conferencista, é conhecido por seu posicionamento bíblico firme e inegociável, e assim creio que ele manterá-se, mesmo com esta proibição. 

Fica aqui o nosso apoio ao pastor e o aviso para jamais abaixarmos a guarda. Nossa fé exige de nós posicionamentos bíblicos em todas as áreas da vida humana, e a família é uma delas. Não podemos abrir mão destes princípios em nome do politicamente correto, muito menos em nome da Babilônia. Quem o fizer receberá a marca da Besta e será condenado eternamente, juntamente com aqueles que se rebelaram contra o nosso Deus. Os que permanecerem fiéis poderão até sofrer retaliações e privações aqui na Terra, mas perseverarão, crentes de que estamos aqui só de passagem. Pois os tempos são duros, e o seu mote é: "Quem não lacra não come".


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